Infarto em mulheres: conheça os sinais e previna-se!

Você sabia que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil? O dado é ainda mais alarmante se considerado que uma em cada cinco brasileiras adultas está em risco de desenvolver tais enfermidades.

Em âmbito global, são mais de 8 milhões de mortes por ano, um número oito vezes maior do que o de mortes por câncer de mama, por exemplo.

Apesar do alto risco, poucas mulheres visitam o cardiologista regularmente e para avaliação e controle dos fatores de risco.

Deste modo, preparamos uma matéria com o que você precisa saber sobre ataques cardíacos em mulheres, além de dicas e cuidados para elevar sua qualidade de vida.

Para começar…

Ataque cardíaco: como e porque acontece?

O infarto do miocárdio ou ataque cardíaco é a necrose de uma parte do músculo cardíaco causado pela falta de irrigação sanguínea no coração. Isso acontece quando o fluxo sanguíneo para o coração é interrompido de forma significativa. Sem a presença do sangue necessário ao funcionamento normal do coração, o músculo miocárdico “perde” oxigênio e morre.

O ataque cardíaco pode ser fatal ou deixar sequelas, necessitando de terapias e visitas médicas para o resto da vida.

Mesmo podendo acometer ambos os sexos e faixas etárias distintas, o infarto é ainda mais frequente em homens, a partir dos 55 anos, e nas mulheres, após os 65 anos.

No entanto, estimativas apontam que a probabilidade da mulher morrer de infarto é 50% maior que nos homens.

Sim, o infarto em mulheres é “mais fatal”.

Uma das razões – de acordo com o HCor –  é o fato das artérias femininas serem 15% mais estreitas que as masculinas e o coração bater até 10% mais rápido do que nos homens, o que faz com que a obstrução seja mais grave, tornando-as mais propicias a oclusões coronarianas.

Fatores de Risco

Ainda segundo especialistas, o envelhecimento natural (população) e o estilo de vida das mulheres atualmente são os principais indicadores do aumento da incidência de eventos cardiovasculares.

Somado a isso, outras condições negligenciadas pelas mulheres as transformam em potenciais vítimas.

Os fatores de risco que precisamos combater são:

Obesidade

A obesidade é um dos fatores de risco mais preocupantes, já que o número de mulheres obesas no Brasil cresceu 64% na última década. O uso de pílula anticoncepcional combinado com o tabagismo triplica os riscos cardiovasculares.

Pressão arterial elevada

Esta condição aumenta diretamente o risco de doença cardíaca coronariana o que leva ao ataque cardíaco e AVC. Portanto, fazer o controle regular da pressão com acompanhamento médico é um excelente aliado para a prevenção de doenças cardiovasculares.

Tabagismo

Não é novidade para ninguém que o hábito de fumar é extremamente prejudicial para a saúde. O tabagismo aparece como um dos fatores que mais aumentam o risco cardiovascular, já que é um fator de risco para o desenvolvimento de arritmias, além de aumentar o risco de entupimentos das artérias coronárias.

Descontrole do diabetes

A falta de controle diabetes leva a um excesso de glicose circulando no nosso sangue, danificando os vasos sanguíneos e coração.

Altos níveis do colesterol

Um dos principais sinais de alerta está no colesterol. O bom, HDL, deve estar acima de 50 mg/dl. O mau, LDL, abaixo de 100 mg/dl e a pressão arterial não deve passar de 12 por 8. (Lembrando que estes números são para uma população geral, e que seu médico deve individualizar cada caso).

Sedentarismo

Fazer uma hora de atividade física diariamente, fortalece o coração e melhora sua capacidade de funcionamento. Quanto mais sedentário, mais chances de desenvolver problemas no coração.

Estresse

A saúde mental também interfere na função cardiorrespiratória do corpo. Síndrome de Burnout, pânico, estresse e a ansiedade relacionados a intensa rotina de atividades das mulheres são fatores que as deixam mais suscetíveis aos problemas cardíacos.

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Em tempo: Por todos esses itens, reforçamos em nossas matérias a importância de acompanhamento médico frequente, a realização de check-ups de rotina e um estilo de vida saudável.

Sintomas em homens x sintomas em mulheres

Diferentemente dos homens – e motivo constante de preocupação dos médicos – as mulheres nem sempre percebem os sinais de que algo está errado.

Isso porque os sintomas das doenças cardíacas no gênero feminino geralmente são diferentes dos sintomas dos pacientes masculinos.

Por isso, a importância de se atentar a queixas um pouco inespecíficas:Dores nas costasCansaçoFraquezaQueimação no estômagoNáuseasFalta de ar

Prevenção

Infelizmente nem todas as pessoas apresentam sintomas característicos durante um ataque cardíaco. Devemos estar sempre alertas já que a sobrevida depende do diagnóstico e tratamento precoces.

Portando, inserir bons hábitos na sua rotina é o melhor método de prevenção para a doença.

Que tal começar agora? Cuide da sua saúde desde já!

Movimente-se: pratique exercícios físicos pelo menos 3 horas por semana. Caminhada, hidroginástica, pilates, vale tudo!

Mantenha uma alimentação balanceada: coma pratos “coloridos”, repletos de legumes, verduras, fibras e evite açúcares, gorduras e sal.

Elimine de vez o cigarro de sua vida: comece diminuindo gradativamente e vá se auto desafiando a cada nova semana!

Mantenha seus exames em dia: faça seus check-ups de acordo com as recomendações do seu médico.

Combata o estresse: hobbies, meditação e boas noites de sono são aliados nesse processo.

Exames:

Dando continuidade ao tema, como forma de prevenção e auxílio a tratamentos, os exames clínicos tem papel fundamental neste processo.

Aqui estão alguns dos exames que seu médico não pode abrir mão para uma avaliação cardiovascular completa, quando necessária:

Teste ergométrico;

Ecocardiograma Transtorácico;

Angiotomografia do coração e vasos da base

Radiografia de Tórax

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Tratamento e Reabilitação

Por fim, o tratamento do infarto necessita de internação hospitalar e acompanhamento após a alta com medicamentos e readaptação da vida diária. Por ser a doença que mais mata no mundo, devemos manter a prevenção e controle dos fatores de risco o máximo possível, para gozarmos de uma vida saudável.

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