Doenças neurológicas: conheça suas características e formas de diagnóstico

Você sabia que mais de 6 milhões de pessoas morrem todos os anos em decorrência de patalogias neurológicas?

Pois é, de acordo com a OMS, as mais de 600 enfermidades caracterizadas afetam tanto a capacidade motora – movimentos voluntários, habilidade para comer, falar – quanto os cognitivos – o que compromete a memória, aprendizado e aptidão para se relacionar.

Por isso, elaboramos um conteúdo exclusivo para esclarecer as características de cinco dessas doenças, suas causas e quais exames ajudam no diagnóstico e tratamento para uma vida com mais qualidade e longevidade.

Vamos lá?

Doença de Alzheimer (DA)

Muitos já ouviram falar, mas sabem pouco a respeito da doença. Trata-se de um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal. Ela se manifesta através da deterioração cognitiva e da memória, comprometendo progressivamente as atividades cotidianas.

A doença é mais comum a medida que o paciente envelhece e seus principais sintomas são neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Os mais comuns são:

Falta de memória para acontecimentos recentes
Perguntas repetidas em um curto espaço de tempo
Dificuldade encontrar caminhos conhecidos
Dificuldade de se expressar ou para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos;

Irritabilidade, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento

É importante destacar que doenças neurodegenerativas como mal de Alzheimer, não têm cura, mas podem ser tratadas e devem passar por acompanhamento médico contínuo.

Esclerose Múltipla

“Também conhecida como EM, a esclerose múltipla é uma doença autoimune, crônica e progressiva que ocorre quando o sistema imunológico confunde células saudáveis com células invasoras e começa a atacá-las, causando lesões cerebrais e medulares” – é o que explica o Dr. Renato Sartori, radiologista do CURA grupo em São Paulo.

Os principais sintomas da doença são:

  • Formigamento
  • Visão dupla ou turva
  • Dores crônicas – como as de cabeça ou facial
  • Dificuldades cognitivas (falta de atenção, perda de memória…)
  • Perda de força
  • Incontinência urinária
  • Fadiga extrema
  • Espasmos musculares
  • Falta de equilíbrio
  • Depressão

A Esclerose Múltipla não é uma doença contagiosa – como muitos costumam acreditar – e não tem cura. O seu tratamento consiste em minimizar os sintomas, desacelerando, assim, a progressão da doença.

AVC – Acidente Vascular Cerebral

O AVC se dá quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral. Atualmente é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo.

Os principais sinais do corpo antes de um possível AVC são:

  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente
  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo
  • Confusão mental com alteração da fala ou compreensão
  • Alteração do equilíbrio, no andar ou coordenação

Caso o paciente tenha os sintomas acima citados, deve imediatamente procurar um pronto atendimento ou hospital.

Para o tratamento e reabilitação, será necessário acompanhamento médico frequente e uso de alguns medicamentos.

Mal de Parkinson

É uma condição cada vez mais comum em idosos e caracterizada por uma diminuição na produção de um neurotransmissor chamado dopamina. Quando a dopamina não está presente no corpo, compromete de forma relevante o sistema nervoso central, afetando as habilidades motoras do paciente de maneira progressiva.

Entre os principais sintomas de doença estão:

  • Tremedeiras
  • Rigidez nas articulações
  • Redução dos movimentos
  • Confusão mental
  • Diminuição na rapidez dos reflexos musculares
  • Depressão

Existem medicamentos que auxiliam na diminuição e progressão da doença. No entanto, por se tratar de uma condição crônica, o paciente precisará tomá-los por toda a vida.

Epilepsia

É uma doença neurológica do sistema nervoso central em que a atividade do cérebro torna-se desordenada, causando convulsões, movimentos descontrolados ou alterando o comportamento e as sensações, podendo levar a perda de consciência.

As causas da epilepsia ainda são desconhecidas mas a enfermidade pode ocorrer como resultado de um distúrbio genético ou de uma lesão cerebral, como traumatismo ou acidente vascular cerebral, infecções no cérebro ou doenças congênitas.

Os principais sintomas da epilepsia generalizada são:

  • Queda no chão e dificuldade para respirar
  • Músculos enrijecidos, especialmente dos braços, pernas e tronco
  • Contrações descontroladas e involuntárias
  • Salivar muito
  • Morder a língua e ranger os dentes

A boa notícia é que com acompanhamento médico regular e uso de medicamentos adequados, a doença pode ser controla e a qualidade de vida do paciente restabelecida.

Agora que já conhecemos um pouco mais sobre algumas doenças, chegou a hora de destacar a importância dos exames para o diagnóstico

Doenças Neurológicas: diagnóstico

Sempre frisamos em nossos conteúdos a importância de visitar seu médico com regularidade e fazer exames de check ups. 

No caso de doenças neurológicas, além de observar as situações do dia a dia,  alguns indícios que o corpo dá são detectáveis durante a ida ao neurologista.

Isso porque durante a consulta é feita uma avaliação clínica para identificar transtornos que afetam o sistema neurológico. O procedimento é composto por uma série de testes físicos que analisam a função das estruturas que são responsáveis pelo funcionamento do corpo humano.

  1. Anamnese: trata-se de uma entrevista com o paciente para saber sobre o seu histórico, nível de consciência, reflexos, equilíbrio e sensibilidade, por exemplo.
  2. Teste clínico: na sequência, é avaliada a parte física, como: a postura, o fluxo do sistema circulatório no cérebro, os nervos sensoriais, cranianos e motores.

Desta forma, e através das informações colhidas durante a consulta, já pode ser possível considerar algumas enfermidades neurológicas, entre elas:

  • Doenças degenerativas
  • Lesões nos nervos e cérebro
  • Patologias metabólicas
  • Males cardiovasculares
  • Tumores
  • Inflamações e infecções

Por fim, ao final da consulta, o neurologista solicita os exames necessários para confirmação e precisão do diagnóstico.

Exames de imagem neurológicos

 Tomografia computadorizada: A TC fornece uma imagem rápida e não invasiva do encéfalo e do crânio. Ela possui melhor nitidez do que a imagiologia por ressonância magnética para visualizar detalhes ósseos finos da fossa posterior e o canal espinal.

Ressonância magnética: permite a visualização de alta definição dos órgãos do corpo auxiliando no diagnóstico de tumores, infecções, anomalias estruturais.

Doppler transcraniano:  ultrassom que avalia o fluxo de sangue nas artérias do cérebro para detectar doenças neurológicas, cerebrais e cardíacas. Por meio de um aparelho capaz de emitir ondas sonoras que atingem o tecido e retornam como um eco convertido em imagens.

Angiografia cerebral por cateter: A radiografia mostra a circulação arterial e venosa no cérebro. Com o processamento de dados digital, pequenas quantidades de contraste podem produzir imagens de alta resolução. A angiografia cerebral complementa a TC e a RM, especificando o local e a vascularização de lesões intracranianas

Ultrassonografia por Doppler duplex: Esse procedimento não invasivo pode determinar a presença de dissecção, estenose, oclusão e ulceração da bifurcação da carótida. É seguro e rápido, mas não fornece os detalhes da angiografia.

Prevenção

Para concluir, listamos abaixo as principais formas de prevenir, não apenas as doenças neurológicas como Alzheimer ou Mal de Parkinson, mas outras enfermidades crônicas como diabetescâncer e hipertensão.

  • Estudar, ler, pensar, manter a mente sempre ativa.
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Atividades em grupo e socialização
  • Ter alimentação saudável e regrada – evitando sal, gorduras e açucares em excesso
  • Não fumar
  • Não consumir bebida alcoólica
  • Evitar stress através de yoga, meditação e exercícios de respiração
  • Realizar exames de check ups com a frequência solicitada pelo seu médico

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